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Felipe Barenco Felipe Barenco  nasceu em Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, e cresceu inspirado por livros já que seu pai trabalhava numa editora. No colégio, fugia das aulas de Educação Física e as únicas medalhas que ganhou na vida vieram das Maratonas de Ciências e História.

Num 31 de março de 1996 estreou Sai de Baixo, humorístico da TV Globo, e o que seria um programa qualquer, acabou mudando a sua vida. “Como eu seria feliz escrevendo algo tão divertido” e se deu conta que sim, era possível trabalhar, ganhar dinheiro e se feliz ao mesmo tempo.

Depois de anos obrigando seus amigos a encenarem as peças que ele escrevia e dirigia (inspiradas no programa, é claro),  passou para Direção Teatral na UFRJ e, em 2002, ano que Sai de Baixo acabou, se mudou para o Rio de Janeiro. Sofreu com mudança de cidade, chorou escorregando na porta. Todos eram descolados, bem-sucedidos e trabalhavam com pessoas importantes. Ele não era ninguém, era só um fã do Sai de Baixo que gostava de escrever suas próprias histórias.

Morou num apartamento sujo e apertado em Copacabana, com outros seis caras que ele detestava e pra extravazar, criou o blog Edifício 256. Inovou ao trazer para a linguagem dos blogs a estrutura das novelas: foram oitenta capítulos, publicados de segunda à sexta, e contavam a história de um prédio mal-assombrado. Dez anos depois o blog virou projeto de série de tevê e ganhou um episódio piloto, com patrocínio da Rio Filme e exibido na MTV.

Na faculdade, dirigiu três espetáculos e se apaixonou pela obra do dramaturgo Mauro Rasi. Em 2009 fez sua estreia profissional com o espetáculo Meu Caro Amigo, monólogo com Kelzy Ecard e canções de Chico Buarque. A peça fez inúmeras temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, circulou por várias cidades do país e emocionou o público.

Mas como nem tudo é perfeito, a implacável crítica de teatro Barbara Heliodora foi ao espetáculo e chamou o jovem autor estreante de ingênuo e inexperiente. Mas como a vingança não espera, dois anos depois ele lançou no twitter a personagem Dona Heliodora, brincando com a rotina de uma senhora acostumada a destruir tudo e todos. Conquistou milhares de fãs, que a chamam carinhosamente de vó, apaixonados pelo humor ácido e politicamente incorreto da personagem. A partir dela, criou o projeto de sitcom Lady Shakespeare, participou da maior feira de tv da América Latina e levou o prêmio de melhor projeto de ficção, concedido pela Secretaria de Cultura do Rio, em 2013.

Lady Shakespeare chamou a atenção e a família de Barbara Heliodora ameaçou processar o autor. Assim, a Dona Heliodora passou a se chamar @donashakespeare.

Barenco foi convidado para o Laboratório de Humor na TV Globo em 2011. No ano seguinte, participou da Oficina do Tapas e Beijos, com Claudio Paiva e José Carvalho.

Também participou do 1º Programa Globosat de Desenvolvimento de Roteiristas e ficou entre os dez finalistas com seu projeto de sitcom Os Improváveis. E sabe quem foi uma das suas orientadoras? Marta Kaufmann, criadora de Friends!

Sempre  buscando novos caminhos na internet (Barenco também criou o site Drama Diário, que reuniu entre 2008/2011 jovens dramaturgos cariocas), acabou levado pelo diretor Márcio Trigo para o Domingão do Faustão, onde trabalha desde 2013 no grupo de criação do programa. Lá, ajuda na pesquisa e adaptação de formatos do exterior para o palco do Domingão e também na criação de novos quadros.

Estressado com a vida do Rio de Janeiro, decidiu voltar para Petrópolis e levar uma vida calma no friozinho da serra. Foi na cidade imperial que se inspirou para escrever seu primeiro romance Fake. Queria falar sobre ser gay, sobre sexualidade, sobre o amor. Escreveu o livro que sempre quis ter lido quando era novo, mas que ninguém escreveu. Cansado de esperar pelo SIM das editoras grandes, e já que alguns sonhos simplesmente não aceitam esperar, lançou seu próprio selo editorial e estruturou toda a venda do livro pela internet.

Noveleiro desde pequeno, um dos seus maiores objetivos profissionais é ser novelista.