postado em 27/02/2012 às 9:00 am |
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Breves observações.
Sobre O Artista: ganhar um Oscar já é um luxo. Agradecer em francês então.
Eles são engraçados… querem escolher melhor direção, melhor música, fotografia e tal. Mas a cerimônia do Oscar em si tem um roteiro péssimo, uma trilha cafona, uma direção relaxada, o cenário sem inventividade, os figurinos previsíveis… que ironia, não? As vinhetas musicais, por exemplo, pareciam ter vindo diretamente do filme Emanuelle.
Eu acho muito poder o Woody Allen não ir ao prêmio.
Cagaram para a indicação do Carlinhos Brown, né? E aposto que se tivessem mais brasileiros lá, ainda seriam capazes de jogar latinhas de cerveja se ele ganhasse. O preconceito é com a música, com ele ou com a Bahia?
Podem querer me apedrejar feito a Geni, mas eu acho bem injusto que Harry Potter não esteja concorrendo em nenhuma das categorias principais como filme, direção, atores, etc. O Oscar é uma festa comercial, aí vem um filme de entretenimento de sucesso estrondoso, com atores maravilhosos, direção ao longo dos filmes cada vez mais caprichada, etc, etc… e Hollywood simplesmente ignora para fazer a linha “arte”. Não defendo que ele ganhasse nenhuma das estatuetas, mas as indicações deveriam ter rolado por uma questão de reconhecimento e honra ao mérito. Como não indicar ao Oscar Alan Rickman como ator coadjuvante por seu Severo Snape?
E, por fim, Meryl Streep foi vestida como a própria estatueta do Oscar, né?
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postado em 26/12/2011 às 2:12 pm |
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Eu imaginava que o choro do nascimento era um grito de dor. Como reagir ao milagre da vida sentindo nosso pulmão se encher de ar pela primeira vez? Poderíamos rir, não é mesmo? O médico daria um tapa na nossa bunda, o bebê soltaria uma gostosa gargalhada que faria sua mãe rir junto e sentir cólicas na barriga. Então o médico tentaria ajudá-la, mas estaria sem ação por causa da crise de riso que contaminou a sala.
Já que somos o único animal capaz de rir (embora eu acredite que os outros bichos sorriem com os olhos), nascemos chorando como qualquer outro, uma indireta da natureza para nos dizer que somos todos iguais. Enquanto os demais seres lutam para preservar a vida pelo instinto de sobrevivência, nós temos a capacidade de criticar nossa existência e isso fez de nós seres bastante vaidosos. E não se trata de uma vaidade por sermos super-heróis… nossa vaidade é a insegurança com a morte. Daí criamos calendários para lidar com o tempo e contabilizar o que não tem soma, porque é infinito. Talvez os Maias tenham encerrado seu calendário em 2012 porque um deles convenceu os outros que era besteira perder tempo com aquilo, afinal “a gente não vai chegar tão longe”. Eles não chegaram, mas nós estamos aqui. Quem diria. “Por via das dúvidas, se eles sobreviverem até lá, talvez tenham se maltratado tanto e destruído a natureza de tal maneira, que devem estar na merda. Por isso deixe o calendário em aberto. E o fim dos tempos vai parecer coerente.”
Que o fim do mundo em 2012 represente a profecia do amor e do sentimento de esperança que aflora a cada recomeço. Que afaste de nós a vaidade e nos lembre que somos bem pequenininhos, parasitas se alimentando da Terra. E que seja uma nova injeção de ar dentro dos nossos pulmões, um tapa na bunda da arrogância e que desperte a nossa capacidade de amar, afastando de perto de nós aquilo que por ventura não nos faça bem, mas sem desejar mal a ninguém.
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O CIÚME morria de dor com a paixão entre o EGO e a VAIDADE, que depois de anos inseparáveis, já não se entendiam mais. O EGO porque não parava de falar de si mesmo e a VAIDADE porque só queria que falassem dela.
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A minha promessa para 2012 é atualizar o blog constantemente. Esse ano dediquei muito tempo ao facebook e sempre publicava lá o conteúdo que renderia alguns copos de suco de melancia aqui.
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postado em 14/05/2010 às 2:59 pm |
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Um velho dramaturgo
A história mais linda da minha vida não foi escrita por mim, repare que ironia na vida deste velho dramaturgo. A história que eu sempre quis escrever e não consegui, os versos que sempre arrisquei e errei na métrica, a poesia que almejava e jamais fui capaz de escrever, toda essa beleza me foi imposta. Eu queria ser escritor de uma linda história de amor, e histórias de amor são histórias de encontros de almas apaixonadas. São histórias de almas solitárias que por uma necessidade quase doentia precisam dividir, compartilhar e, agindo por instinto, não estão satisfeitas apenas em descobrir o fogo, mas sabem que toda a magia da vida é aquecer um ao outro. Como escritor nunca fui capaz de escrever uma obra-prima. A mim não foi dado esse dom. A mim, Deus quis me abençoar não com a caneta e o papel, mas quis numa espécie de meta-literatura, transformar-me em meu próprio personagem. Tão perto de mim e, por isso mesmo, tão distante, tão difícil de enxergar que as histórias mais lindas não são escritas, elas são vividas. Uma pena ter descoberto essa brincadeira tão tarde. Quisera eu ter abandonado qualquer pretensão dramatúrgica mais ousada e ter reparado na minha própria vida, nas pessoas que me cercavam, no quão de amor pleno eu estava vivendo e, erro meu, acreditava estar buscando.
Decepcionar-se
O amor morre, de verdade, quando a gente deixa de admirar o outro. Uma admiração perdida é muito pior que uma confiança traída. Pois para a traição existe o perdão; para o desencanto, não.
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