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O plágio na web

Você que preza pelo direito autoral, perdoe-me por escrever um post tão desagradável.

Que a maioria das pessoas na internet copie o conteúdo sem dar os devidos créditos é triste e compreensível porque tem muita gente sem noção. Agora, quando isso parte da classe artística eu não aceito de jeito nenhum. Quem deveria prezar pelos direitos autorais e fica publicando frases com aspas sem citar autor ou então chupa frases dos outros como se fossem suas… ISSO É PLÁGIO!

Quem pega uma frase de Shakespeare, copia e cola no seu mural e simplesmente omite a referência, nos faz crer que é autor do texto. Igualmente quando faz com a música. Não importa se “Mentiras sinceras me interessam” é um ícone do Cazuza. Ele precisa ser citado. Sabe por quê? Porque é uma forma do artista preservar a memória do próprio artista.

De onde tiraram que isso é correto? Quando a gente copia uma imagem na web, por exemplo, ela também tem autor. Um fotógrafo, um ilustrador trabalhou ali. Mas esses sites de piadinhas toscas da web, por exemplo, ajudam a disseminar o plágio como uma prática natural. Ou então blogueiros que chupam o conteúdo de outros sites e revistas e fazem se passar por jornalistas.

A internet não é um terreno sem dono. E ela infelizmente é habitada por muita gente sem educação. Já plagiaram o Drama Diário, já roubaram textos deste blog e agora copiam o conteúdo da Dona Heliodora na cara de pau. Andamos tão medíocres e desesperados para sermos inteligentes e engraçados que o sinônimo de sucesso na web é medido pela incompetência de quem reproduz o conteúdo dos outros como se fosse seu. Reclamam tanto que os meios de comunicação não dão voz para a massa… e no entanto a voz da massa é apenas um coral de papagaios que tem preguiça de criar.

As mães negras

Acabo de ler um texto que está sendo compartilhado no Facebook e vou publicá-lo aqui também, sobre o racismo no Shopping Fashion Mall.

Erro grave do Fashion Mall
Por Dilma Loes

Cegueira, exclusão e falta de sensibilidade na homenagem as mães do shopping Fashion Mall. Com o intuito de homenagear as mães, o fashion mall colocou dezenas de posters de mães com filhos e bonito texto da Martha Medeiros. Ao acabar de ver todos os posters, ao invés de me sentir feliz, senti uma tristeza e constrangimento. Em nenhum poster havia mães negras e filhos negros. Num país onde as pessoas negras ainda lutam arduamente para o resgate da auto-estima, como será que as mães negras e seus filhos se sentiram vendo uma homenagem onde não havia nem uma foto onde podiam se reconhecer? Eles não existem? Sao invisíveis? Talvez aos olhos de quem produziu essa homenagem, sim. E aos olhos do Fashion Mall também porque com certeza tiveram acesso aos posters antes de serem exibidos. Esse tipo de atitude só promove dor, tristeza e sensação de fazer parte de um país ainda muito atrasado e abusivo. Nao tem desculpa pra isso. Nota zero para quem não produziu uma homenagem a todas as mães cariocas e nota zero ao Fashion Mall que fechou os olhos para esse erro grave. Quem cala consente. Melhor não homenegear do que excluir mais da metade da nossa população. Espero que quem produziu a mostra seja mais cuidadoso e amoroso num próximo evento. Espero que consiga entender que magoou muitas pessoas que foram ali para curtir e compartilhar com os filhos a homenagem ao seu dia. Espero que consiga sentir a dor de quem está sendo excluído. Ao Fashion Mall deixo o recado malcriado de que esse ato de exclusão é semelhante ao bullying, tão criticado por todos. Por favor quem concorda compartilhe. Só assim a gente ajuda a diminuir essas ações de exclusão que ainda sao muitas no Brasil.

Dona Heliodora

O Link para a matéria publicada no jornal O Globo em 13 de dezembro de 2010.  http://migre.me/3khGw

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