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	<title>Melancia em Pó</title>
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	<description>nada se copia, tudo se cria</description>
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		<title>O medo da Literatura</title>
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		<pubDate>Sun, 13 May 2012 17:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[O Elefante branco]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde 2009 estou trabalhando no meu primeiro romance. Leia bem, não estou diariamente escrevendo o livro há três anos. Como já mencionou Woody Allen, escrever não é só o ato da escrita. E às vezes passamos mais tempo pensando na ideia do que no próprio ato de transpô-la para o papel. Nesses três anos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 2009 estou trabalhando no meu primeiro romance. Leia bem, não estou diariamente escrevendo o livro há três anos. Como já mencionou Woody Allen, escrever não é só o ato da escrita. E às vezes passamos mais tempo pensando na ideia do que no próprio ato de transpô-la para o papel.</p>
<p>Nesses três anos de processo (e eu estou em 50% do livro, agora finalmente satisfeito com o conteúdo), tive intervalos de meses entre um bloco e outro. Porque sempre que eu relia, eu não achava bom. Ou considerava algumas partes legais, mas sentia alguma coisa truncada: ora o tom, ora a estrutura.</p>
<p>No teatro o processo é diferente. Eu detesto deixar uma peça escrita pela metade, então quando <em>aperto o play</em> num trabalho costumo ir até o fim. Isso me ajuda a entrar no clima, pegar o ritmo, a respiração do texto e o tom dos personagens. Parar uma peça na metade e voltar a escrevê-la meses depois é meio doloroso pra mim.  É difícil porque parece que me esvaziei daqueles sentimentos.</p>
<p>Acabei de ler uma frase agora do Caio Fernando Abreu que ilustra bem isso: “Para provar outros chás, é preciso esvaziar a xícara”. <del>Primeiro eu pensei nos relacionamentos amorosos, é verdade.</del> Mas serve para o processo de escrita – pelo menos no meu caso.</p>
<p>A conclusão que eu cheguei até agora é que a Literatura me assusta. A palavra “literatura”. Se tivesse que criar a imagem de uma pessoa a partir dela, certamente não seria alguém usando all star e meia colorida. Seria um homem careta, com uma gravata empoeirada, já com alguma idade e sem muita vontade de rir. (que injustiça, hein Joshua Ferris!)</p>
<p>Eu sou da escola do palco. A experiência que tive durante a minha formação como diretor teatral me fez ter uma relação desapegada com o texto. E isso porque eu sou muito apegado! Mas quando se trabalha no teatro você está habituado a compreender que a palavra que está no papel é somente o primeiro passo de um longo processo e que até ganhar vida, muitos outros criadores irão se apossar dela. Por isso, de certa forma, o autor é levado a dessacralizar de maneira saudável a importância do texto. Em alguma instância, e esse é o lado mais benéfico do teatro para mim, ele encoraja qualquer um a escrever. E nós bem sabemos como é difícil expor o que se escreve. O teatro é uma exposição pública, radical e isso fortalece o autor.</p>
<p>A Literatura é muito mais pomposa e cheia de formalidades. Desconfio até que a maioria dos romancistas sequer tenham interesse em estimular novos autores. Pelo simples fato de você chegar em qualquer livraria e encontrar inúmeros Manuais de Roteiro e dificilmente achar algum “Guia da Criação do Romance” (eu nunca vi!), isso já demonstra o lugar que a Literatura se coloca. Ou, sendo mais maldoso, o lugar em que colocam o roteiro.  “Literatura não se ensina, roteiros se ensinam. Literatura é talento e vocação, roteiros são fórmulas. O texto literário é arte, o roteiro cinematográfico não.”</p>
<p>Será um fenômeno específico do romance? Vejo tanta gente nova escrevendo teatro, lançando livros de contos e poesias. Literatura, não. A gente parece sempre carregar a obrigação de escrever uma obra-prima, de ser visto como Clarice Lispector, Veríssimo e Caio Fernando Abreu – para citar os top3 da web.</p>
<p>O reflexo disso é que não consigo terminar o meu livro. Porque nunca acho suficientemente Literatura para ser publicado. Aí, se der brecha para questões que não tem resposta como “Afinal, o que é Literatura”, então é que o processo criativo estanca. Ora, Literatura eu não sei o que é. Nem me atrevo a dizer. Mas, dentro das minhas referências, saberia citar quem e o porquê são os meus escritores favoritos. E, afinal, eu sei por que escrevo. Porque nesse momento da vida eu preciso contar esta história.</p>
<p>ps. talvez me contradizendo. Ontem a vó Heliodora escreveu: &#8220;Pena que a literatura seja retalhada em tuites, pois isso causa a falsa impressão que qualquer idiota é capaz de escrever coisas geniais.&#8221;</p>
<p>ps2. perdão, todo dia eu desaprendo o uso dos porquês.</p>
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		<title>Crítica &#8220;Fina Estampa&#8221;: nós amamos detestar o Baltazar</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 17:05:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Aguinaldo Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Nero]]></category>
		<category><![CDATA[Baltazar]]></category>
		<category><![CDATA[Fina Estampa]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou para escrever essa crítica faz tempo e na verdade é apenas uma observação e elogio ao trabalho que mais me chamou atenção até agora na novela &#8220;Fina Estampa&#8221;: o Baltazar de Alexandre Nero. Apesar de todas as críticas pessoais que tenho a &#8220;Fina Estampa&#8221; (e sou um grande fã do Aguinaldo Silva, que escreveu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/baltazar2.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-632" title="baltazar2" src="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/baltazar2.jpg" alt="" width="254" height="199" /></a>Estou para escrever essa crítica faz tempo e na verdade é apenas uma observação e elogio ao trabalho que mais me chamou atenção até agora na novela &#8220;Fina Estampa&#8221;: o Baltazar de Alexandre Nero.</p>
<p>Apesar de todas as críticas pessoais que tenho a &#8220;Fina Estampa&#8221; (e sou um grande fã do Aguinaldo Silva, que escreveu algumas das minhas novelas favoritas como <em>Tieta</em>, <em>A Indomada</em> e <em>Senhora do Destino</em>) e entenda que qualquer argumento contrário à novela também seja muito relativo &#8211; já que ela é um sucesso de audiência e o próprio Aguinaldo <a href="http://felipebarenco.com.br/2010/04/10-de-talento-90-de-disciplina/">já repetiu num bate-papo</a> &#8220;Quem manda na novela é o púbico&#8221;, eu fiquei pensando&#8230;</p>
<p>&#8230;Com todo o seu carisma, Alexandre Nero conseguiu &#8220;dobrar&#8221; um personagem que, na mão de muitos outros atores, a esta altura da novela seria odiado pelo público e só vislumbraria um fim possível: ser morto ou ser preso. E não que isso fosse ruim. Inclusive, a ficção já nos deixou outros Baltazares inesquecíveis e que tiveram finais trágicos: Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos) que batia em Tonha (Yoná Magalhães) em &#8220;Tieta&#8221; e Ralf (Oscar Magrini) que batia em Leila (Silvia Pfeifer) em &#8220;O Rei do Gado&#8221;.</p>
<p>Como exemplo mais recente, cito o ótimo trabalho de Jackson Antunes em &#8220;A Favorita&#8221;, que batia na sua mulher (por coincidência, personagem da Lilia Cabral) e que foi detestado. Claro que, devidas as proporções, a pegada de &#8220;A Favorita&#8221; era muito mais pesada, mas eu tenho a sensação que o Aguinaldo Silva também queria este clima tenso (e embora, claro, muitas das cenas dele com Dira Paes tenham sido sim, tensas), Alexandre Nero tornou seu Baltazar &#8211; apesar de toda a truculência &#8211; um personagem adorado.</p>
<p>Digo isso porque lembro também do José Clementino de Tony Ramos em &#8220;Torre de Babel&#8221;, escrita por Silvio de Abreu. Logo no primeiro capítulo, Clementino mata a mulher com uma paulada, fica anos preso e ao ser libertado decide explodir o shopping do cara que o acusou (Tarcísio Meira). Só que o público simplesmente não aceitou ver o Tony Ramos como um vilão, o carisma dele foi mais forte e&#8230;  Conclusão: ao longo de &#8220;Torre de Babel&#8221;, Tony Ramos se transformou em mocinho.</p>
<p>E é esse fenômeno que parece acontecer agora em &#8220;Fina Estampa&#8221;.</p>
<p>Acredito que também contribuiu para amaciar o Baltazar o núcleo que o personagem frequenta, em especial o jogo com o Crô (Marcelo Serrado), que acabou ajudando a criar simpatia. Mas pensem comigo: Crô é, sem dúvida, o personagem mais querido da novela. Daí vem um machão que bate na mulher, atormenta a vida da filha, agride verbalmente o gay o tempo inteiro e o público não quer a cabeça do personagem?! Pelo contrário, torce para ele terminar junto do <em>viadinho</em>?! Isso é culpa sua, Alexandre Nero, que encontrou alguma doçura no brutamontes!</p>
<p><a href="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/baltazar01.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-633" title="baltazar01" src="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2012/02/baltazar01.jpg" alt="" width="259" height="194" /></a>Só mesmo com dois atores como ele e Marcelo Serrado que isso poderia acontecer. Assim, com toda a sabedoria de seu talento e os anos de experiência, Aguinaldo Silva tem explorado uma brecha legal para alfinetar os machões e covardes reprimidos em seus desejos e que por isso devolvem com violência qualquer coisa que lhes fuja de seus padrões e moralismos.</p>
<p>Pode ser que eu esteja equivocado em supor que a relação Baltazar/Crô não estivesse prevista na sinopse desde o início&#8230; e isso talvez este seja um segredo de bastidor que só os atores e o autor possam nos revelar&#8230; mas eu desconfio que não! E se não estava, parabéns ao Aguinaldo Silva em perceber e mudar a rota com tanta esperteza.</p>
<p>Se eu não me engano também, Alexandre Nero uma vez comentou que o Baltazar não é engraçado e que talvez a situação em si é que nos dê essa impressão, mas eu insisto: fosse um ator que não tivesse a sutileza e sensibilidade com o humor, qualquer possiblidade de parceria entre o gay e o machão já teriam ido pelo espaço.</p>
<p>Indepedente de tudo, e ontem foi o dia do comediante, resolvi escrever esta crítica como uma homenagem a quem empresta humor aos seus personagens, mesmo quando essa abertura parece improvável. E isso, de forma alguma, &#8220;alivia&#8221; os pecados de Baltazar nem deve ser visto como pretexto para mais violência e impunidade. Mas dentro de uma figura que poderia estar focada apenas dentro desse tema violento, foi com a comédia que Alexandre Nero conseguiu revelar uma outra camada escondida dentro da personalidade de seu &#8220;vilão&#8221;.</p>
<p>Não será através da morte nem de nenhum outro castigo que Baltazar vai se salvar. Foi com o humor que Alexandre Nero redimiu o seu personagem e surpreendeu o público.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>Fotos/fonte: Rede Globo e Contigo!</em></p>
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		<title>Oscar 2012</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 12:00:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caroços]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar]]></category>

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		<description><![CDATA[Breves observações. Sobre O Artista: ganhar um Oscar já é um luxo. Agradecer em francês então. Eles são engraçados&#8230; querem escolher melhor direção, melhor música, fotografia e tal. Mas a cerimônia do Oscar em si tem um roteiro péssimo, uma trilha cafona, uma direção relaxada, o cenário sem inventividade, os figurinos previsíveis&#8230; que ironia, não? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Breves observações.</p>
<p>Sobre <em>O Artista</em>: ganhar um Oscar já é um luxo. Agradecer em francês então.</p>
<p>Eles são engraçados&#8230; querem escolher melhor direção, melhor música, fotografia e tal. Mas a cerimônia do Oscar em si tem um roteiro péssimo, uma trilha cafona, uma direção relaxada, o cenário sem inventividade, os figurinos previsíveis&#8230; que ironia, não? As vinhetas musicais, por exemplo, pareciam ter vindo diretamente do filme <em>Emanuelle</em>.</p>
<p>Eu acho muito poder o <strong>Woody Allen</strong> não ir ao prêmio.</p>
<p>Cagaram para a indicação do <strong>Carlinhos Brown</strong>, né? E aposto que se tivessem mais brasileiros lá, ainda seriam capazes de jogar latinhas de cerveja se ele ganhasse. O preconceito é com a música, com ele ou com a Bahia?</p>
<p>Podem querer me apedrejar feito a Geni, mas eu acho bem injusto que Harry Potter não esteja concorrendo em nenhuma das categorias principais como filme, direção, atores, etc. O Oscar é uma festa comercial, aí vem um filme de entretenimento de sucesso estrondoso, com atores maravilhosos, direção ao longo dos filmes cada vez mais caprichada, etc, etc&#8230; e Hollywood simplesmente ignora para fazer a linha &#8220;arte&#8221;. Não defendo que ele ganhasse nenhuma das estatuetas, mas as indicações deveriam ter rolado por uma questão de reconhecimento e honra ao mérito. Como não indicar ao Oscar <strong>Alan Rickman</strong> como ator coadjuvante por seu Severo Snape?</p>
<p>E, por fim, <strong>Meryl Streep</strong> foi vestida como a própria estatueta do Oscar, né?</p>
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		<title>Roteiristas estreantes no edital do Minc</title>
		<link>http://felipebarenco.com.br/2012/02/roteiristas-estreantes-no-edital-do-minc/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 14:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Argumento]]></category>
		<category><![CDATA[Audiovisual]]></category>
		<category><![CDATA[Contrapartida]]></category>
		<category><![CDATA[Ministério da Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Roteirista estreante]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ministério da Cultura lançou no final do ano passado 5 linhas de apoio para o fomento ao audiovisual, dentre as quais, uma delas me interessou em especial EDITAL DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE ROTEIROS CINEMATOGRÁFICOS, INÉDITOS, DE FICÇÃO, PARA ROTEIRISTAS ESTREANTES onde, esclarece o edital, ROTEIRISTA ESTREANTE é a pessoa física, autor da obra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ministério da Cultura lançou no final do ano passado 5 linhas de apoio para o fomento ao audiovisual, dentre as quais, uma delas me interessou em especial EDITAL DE APOIO AO DESENVOLVIMENTO DE ROTEIROS CINEMATOGRÁFICOS, INÉDITOS, DE FICÇÃO, PARA ROTEIRISTAS ESTREANTES onde, esclarece o edital,</p>
<blockquote><p>ROTEIRISTA ESTREANTE é a pessoa física, autor da obra literária, adaptada ou não, a ser utilizada na produção de filme de longa metragem ficcional, que nunca teve um roteiro de longa metragem de sua autoria filmado, e exibido em circuito comercial ou em mostras e festivais cinematográficos e/ou canais de televisão;</p></blockquote>
<p>O edital é muito interessante e uma excelente oportunidade/incentivo para novos roteiristas e tudo me pareceu muito claro, exceto um item que tem causado polêmica e inúmeras dúvidas em outros roteiristas também (cheguei a ler uma matéria no Globo sobre isso):</p>
<blockquote><p>8. DO APOIO</p>
<p>8.1 O recurso financeiro concedido será depositado em conta corrente, sob a titularidade do selecionado, aberta pela SAv/MinC, conforme Autorização paraGestão de Conta Corrente Vinculada e de Movimento.</p>
<p>8.2 Serão apoiados até 10 (dez) projetos, com valor individual de R$ 31.250,00 (trinta e um mil e duzentos e cinquenta reais), sendo R$ R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais) referentes ao apoio do MinC e R$ 6.250,00 (seis mil e duzentos e cinquenta reais), contrapartida do concorrente.</p>
<p>8.2.1 A contrapartida poderá ser oferecida em recursos financeiros ou em bens e serviços economicamente mensuráveis, visando a atender ao disposto no art. 12 do Decreto nº. 5.761/2006.</p>
<p>8.3 A liberação se dará da seguinte forma:</p>
<p>a) R$ 15.000,00 (quinze mil reais) para o inicio dos trabalhos;</p>
<p>b) R$ 10.000,00 (dez mil reais), após a apresentação, em 1 (uma) via, do roteiro desenvolvido em segundo tratamento e cópia do Certificado de Registro do Roteiro emitido pela Fundação Biblioteca Nacional – FBN (Não será aceito protocolo).</p>
<p>8.4 Haverá a incidência dos descontos legais no valor do apoio referido no subitem 8.2, nos termos da Lei de Imposto de Renda das Pessoas Físicas – Lei nº 9.250, de 26 de dezembro de 1995 e suas respectivas alterações.</p></blockquote>
<p>A minha questão é: o que vem a ser CONTRAPARTIDA? Eles não pedem orçamento, pedem apenas essa Contrapartida de 6 mil. <del>Ou seja, só vejo duas saídas: ou a pessoa recebe 25 mil e devolve 6 para o governo (rs) ou recebe 25 mil para escrever e depois tem que trabalhar de contra-regra durante as gravações para devolver a grana em serviços&#8230;</del></p>
<p>Estou louco?</p>
<p>Já tentei esclarecer essa dúvida com amigos produtores e todos estão em dúvida também. Acabei de mandar um e-mail para a coordenação do edital tentando entender melhor essa exigência, vamos ver se me respondem e compartilharei aqui. Lembrando que as inscrições estão abertas até o dia 10 de fevereiro e o link é <a href="http://www.cultura.gov.br/site/2011/12/26/audiovisual-22/" target="_blank">aqui</a>.</p>
<p><strong>Esclarecimento do Minc!</strong></p>
<p><em>Prezado,</em></p>
<p><em>A contrapartida é o recurso correspondente ao percentual de 20% referente à obrigação do proponente selecionado no edital que deverá ser descrita no ato da inscrição no campo específico “dados gerais” do sistema online. Tal contrapartida deverá ser identificada, podendo ser oferecida em recursos financeiros depositados na conta do projeto ou em bens e serviços economicamente mensuráveis que sejam utilizados na execução do projeto. Caso seja financeira, o valor deverá ser depositado na conta do projeto após este ter sido selecionado.</em></p>
<p><em>Exemplos hipotéticos no caso de a contrapartida ser em bens e serviços: a digitação do roteiro, a revisão gramatical, a tradução do roteiro, a participação em cursos relativos a temática, apresentação comprovada do roteiro a professores, críticos e profissionais de notório saber da área, pesquisas, etc.</em></p>
<p><em>A comprovação da contrapartida será feita através de recibos emitidos por membros da equipe técnica ou empresas fornecedoras de serviços.  No recibo devem constar: o valor de mercado do respectivo serviço, sua descrição e a assinatura do emitente.</em></p>
<p><em>Quando o projeto é selecionado, é aberta uma conta na qual serão depositadas as parcelas para a realização desse projeto. Nessa conta também deverá ser depositado o valor da contrapartida, no caso de ser financeira.</em></p>
<p><em>A contrapartida será devolvida proporcionalmente em conformidade com a liberação das parcelas pela SAv.</em></p>
<p><em>Fica a critério do roteirista definir em quais etapas do processo de desenvolvimento do roteiro será utilizada a contrapartida.</em></p>
<p><em>Atenciosamente,</em></p>
<p><em>Divisão de Editais</em></p>
<p><em>Secretaria do Audiovisual &#8211; MinC</em></p>
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		<title>Ainda sobre as promessas</title>
		<link>http://felipebarenco.com.br/2012/01/ainda-sobre-as-promessas/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Jan 2012 11:56:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Melancia]]></category>
		<category><![CDATA[Abdominal]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[Clarice Lispector]]></category>
		<category><![CDATA[Edifício 256]]></category>
		<category><![CDATA[Eduardo Galeano]]></category>

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		<description><![CDATA[A primeira semana de 2012 chegou ao fim. Em poucos dias já podemos perceber o tamanho do esforço e da disciplina que algumas das nossas promessas exigirão a longo prazo caso não queiramos abrir mão de muitas delas já&#8230; nesta segunda-feira. No meu caso, por exemplo, eu decidi cortar o refrigerante e o facebook. Está [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira semana de 2012 chegou ao fim. Em poucos dias já podemos perceber o tamanho do esforço e da disciplina que algumas das nossas promessas exigirão a longo prazo caso não queiramos abrir mão de muitas delas já&#8230; nesta segunda-feira. No meu caso, por exemplo, eu decidi cortar o refrigerante e o facebook. Está fácil? Claro que não. A vontade de tomar uma Coca-Cola bem gelada à noite é um episódio de terror, além de sofrer com  o impulso de querer abrir o facebook toda hora para constatar porra nenhuma. Quer dizer, você constata o óbvio: que nós podemos dedicar nossa atenção para algumas outras coisas bem mais divertidas.</p>
<p>Em 2012 eu me prometi beber mais água. Muito mais. Um litro de água por dia e o resultado tem sido ir ao banheiro de 10 em 10 minutos. Não me parece muito legal. Fazer <a href="http://www.abdominais.com/" target="_blank">abdominais</a>. Na primeira semana de janeiro só consigo 40 por dia, é mole? Sei lá, acho que tem uns 10 anos que não faço nenhum exercício abdominal. Além de comer.</p>
<p>Bem, se ao final de 2012 eu tiver bebido 1 litro de água e feito 40 abdominais e não ter ingerido um gole sequer de refrigerante&#8230; acho que vou me sentir uma pessoa melhor. Capaz de estabelecer metas um pouco mais ousadas para 2013 e o mais importante, capaz de cumprí-las.</p>
<p>Estou baixando séries. Muitas. Criei uma pasta onde salvo o episódio piloto de todos os grandes seriados para servir de inspiração e estudo. Viciado em <em>Will &amp; Grace</em>, <em>Desperate Hosewives</em>, <em>The Walking Dead</em>, <em>Game of Thrones</em>. Estou escrevendo o roteiro-piloto de <a href="http://www.twitter.com/edificio256" target="_blank">Edifício 256</a>, o meu blognovela que vai virar série na MTV esse ano. Estou dormindo cedo e acordando cedo. Quer dizer, estou dormindo cedo, acordando 04h da manhã sem sono algum e lutando durante o dia para não dormir. Mudar os maus hábitos é uma tarefa árdua.</p>
<p>Escrever todos os dias, ler todos os dias. Essa é a meta mais importante do ano.</p>
<p>E também tô estudando espanhol por conta própria. Para isso, peguei o livro de contos <em>Vagamundo y otros relatos</em> do Eduardo Galeano e estou fazendo a tradução. O processo é o seguinte: eu pego um conto, leio e traduzo. Depois pego meu próprio arquivo com o texto em português e o re-escrevo todo para o espanhol de novo. Daí comparo o meu espanhol com o original e percebo o monte de merda que escrevi. Insano? Sei lá, mas está funcionando. Eu não tenho muito saco para ficar estudando o vocabulário, verbos, etc sem um contexto.</p>
<p>Quero visitar o Uruguai esse ano. Quero estar afinado na língua.</p>
<p>E a Meryl Streep como Clarice Lispector nos cinemas, hein? Demais!</p>
<p>E todo esse bafafá com o Michel Teló na capa da <em>Época</em>. Resumindo: não me senti agredido como um monte de gente. Achei muito pior o deboche da <em>Veja</em> com os ecochatos.</p>
<div id="tweetbutton620" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F%3Fp%3D620&amp;via=felipebarenco&amp;text=Ainda%20sobre%20as%20promessas&amp;related=felipebarenco&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F2012%2F01%2Fainda-sobre-as-promessas%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://felipebarenco.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>A solidão de um escritor</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Dec 2011 23:49:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Cartas a um jovem poeta]]></category>
		<category><![CDATA[Rainer Maria Rike]]></category>
		<category><![CDATA[Solidão]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu amo estar sozinho. Talvez seja essa uma condição imprescindível para quem escreve, que é aprender a trabalhar com a solidão. E sempre que paro pra pensar, nunca me vejo solitário no trabalho. São tantos personagens, tantas vozes&#8230; que ao invés de solidão, a palavra correta seja &#8220;silêncio&#8221;. Um escritor nunca está só. A angústia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu amo estar sozinho. Talvez seja essa uma condição imprescindível para quem escreve, que é aprender a trabalhar com a solidão. E sempre que paro pra pensar, nunca me vejo solitário no trabalho. São tantos personagens, tantas vozes&#8230; que ao invés de solidão, a palavra correta seja &#8220;silêncio&#8221;. Um escritor nunca está só. A angústia que o silêncio pode causar em alguns é inspirador pra mim. A solidão é a paz que o escritor busca para mergulhar no inferno da criação.</p>
<p>Aproveito o gancho para indicar o espetáculo <a href="http://www.facebook.com/cartasaumjovempoeta" target="_blank">Cartas a um jovem poeta</a>, solo teatral baseado em textos de Rainer Maria Rike com Ivo Müller. <a href="http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=209814" target="_blank">Até fevereiro em São Paulo</a> e depois no Rio de Janeiro. A produção é da minha amiga Helena Sroulevich.</p>
<div id="tweetbutton616" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F%3Fp%3D616&amp;via=felipebarenco&amp;text=A%20solid%C3%A3o%20de%20um%20escritor&amp;related=felipebarenco&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F2011%2F12%2Fa-solidao-de-um-escritor%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://felipebarenco.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Recomeço</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Dec 2011 16:12:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Caroços]]></category>
		<category><![CDATA[fim do mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Maias]]></category>
		<category><![CDATA[vaidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu imaginava que o choro do nascimento era um grito de dor. Como reagir ao milagre da vida sentindo nosso pulmão se encher de ar pela primeira vez? Poderíamos rir, não é mesmo? O médico daria um tapa na nossa bunda, o bebê soltaria uma gostosa gargalhada que faria sua mãe rir junto e sentir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu imaginava que o choro do nascimento era um grito de dor. Como reagir ao milagre da vida sentindo nosso pulmão se encher de ar pela primeira vez? Poderíamos rir, não é mesmo? O médico daria um tapa na nossa bunda, o bebê soltaria uma gostosa gargalhada que faria sua mãe rir junto e sentir cólicas na barriga. Então o médico tentaria ajudá-la, mas estaria sem ação por causa da crise de riso que contaminou a sala.</p>
<p>Já que somos o único animal capaz de rir (embora eu acredite que os outros bichos sorriem com os olhos), nascemos chorando como qualquer outro, uma indireta da natureza para nos dizer que somos todos iguais. Enquanto os demais seres lutam para preservar a vida pelo instinto de sobrevivência, nós temos a capacidade de criticar nossa existência e isso fez de nós seres bastante vaidosos. E não se trata de uma vaidade por sermos super-heróis&#8230; nossa vaidade é a insegurança com a morte. Daí criamos calendários para lidar com o tempo e contabilizar o que não tem soma, porque é infinito. Talvez os Maias tenham encerrado seu calendário em 2012 porque um deles convenceu os outros que era besteira perder tempo com aquilo, afinal &#8220;a gente não vai chegar tão longe&#8221;. Eles não chegaram, mas nós estamos aqui. Quem diria. &#8220;Por via das dúvidas, se eles sobreviverem até lá, talvez tenham se maltratado tanto e destruído a natureza de tal maneira, que devem estar na merda. Por isso deixe o calendário em aberto. E o fim dos tempos vai parecer coerente.&#8221;</p>
<p>Que o fim do mundo em 2012 represente a profecia do amor e do sentimento de esperança que aflora a cada recomeço. Que afaste de nós a vaidade e nos lembre que somos bem pequenininhos, parasitas se alimentando da Terra. E que seja uma nova injeção de ar dentro dos nossos pulmões, um tapa na bunda da arrogância e que desperte a nossa capacidade de amar, afastando de perto de nós aquilo que por ventura não nos faça bem, mas sem desejar mal a ninguém.</p>
<p>***</p>
<p>O CIÚME morria de dor com a paixão entre o EGO e a VAIDADE, que depois de anos inseparáveis, já não se entendiam mais. O EGO porque não parava de falar de si mesmo e a VAIDADE porque só queria que falassem dela.</p>
<p>***</p>
<p>A minha promessa para 2012 é atualizar o blog constantemente. Esse ano dediquei muito tempo ao facebook e sempre publicava lá o conteúdo que renderia alguns copos de suco de melancia aqui.</p>
<div id="tweetbutton576" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F%3Fp%3D576&amp;via=felipebarenco&amp;text=Recome%C3%A7o&amp;related=felipebarenco&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F2011%2F12%2Frecomeco%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://felipebarenco.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Novas diretrizes em tempos de modernidade</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 22:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônica]]></category>

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		<description><![CDATA[Para muitas pessoas a chegada do ano novo é o pretexto ideal para tomarem uma série de resoluções que deixaram para trás nos outros trezentos dias do ano. Antigamente, era no ano novo que nossos pais decidiam começar uma dieta, beber mais água, parar de fumar, fazer uma faxina &#8220;daquelas&#8221; no quarto e mudar os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/87301257.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-563" title="87301257" src="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/87301257-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Para muitas pessoas a chegada do ano novo é o pretexto ideal para tomarem uma série de resoluções que deixaram para trás nos outros trezentos dias do ano. Antigamente, era no ano novo que nossos pais decidiam começar uma dieta, beber mais água, parar de fumar, fazer uma faxina &#8220;daquelas&#8221; no quarto e mudar os móveis de lugar. Desfaziam-se das roupas que não usavam mais, reliam cartas antigas e se emocionavam com fotos do filme de 36 poses. Mas isso era antigamente, durou até 1998, hábitos desse povo que nasceu no século passado.</p>
<p>Com a crescente popularidade da internet, e sua ascensão com o império das redes sociais, o final de ano agora traz consigo uma nova série de tarefas que marcam nossos ritos de passagem.</p>
<p>Jogue as cartas fora. Final de ano é tempo de reler seus e-mails antigos. Tempo de sentir saudade do amigo que lotava sua caixa de entrada com e-mails diários vindos do computador do trabalho dele diretamente para o seu computador. Também do seu trabalho. É tempo de rir com as piadas internas daquela época e perceber que aquele seu amigo nunca mais escreveu. E você, motivado pela saudade, ainda clicará em “Responder” por impulso e vai constatar que além da amizade, a conta @hotmail dele também não existe mais.</p>
<p>É tempo de vasculhar suas mensagens antigas e encontrar alguma apresentação de Power Point de 5mb que sua mãe mandou logo na primeira semana que ela criou o e-mail dela.</p>
<p>Ano novo é o pretexto para bloquear todos os contatos indesejáveis do <a href="http://br.msn.com/" target="_blank">MSN</a>, especialmente quando um deles é alguém que você nutre um amor platônico desde o <a href="http://www.icq.com/pt" target="_blank">ICQ</a> e o máximo de conversa que consegue é uma troca de carinhas. Tempo de reler o histórico de conversas, apagá-las e começar do zero.</p>
<p>Tempo de acessar seu MSN depois de anos e descobrir que você sequer lembra a senha dele.</p>
<p>Claro, é hora de atualizar suas senhas. E tentar padronizá-las para não carregar para o ano que se aproxima o desespero de ter 15 senhas diferentes para cada um dos 50 cadastros que você já fez por aí. Vai prometer para si mesma que não vai mais acessar o e-mail do seu namorado escondido nem que vai tentar roubar a senha de ninguém para descobrir um monte de merda que você sabe que está ali.</p>
<p>No final do ano você escolhe a sua melhor roupa e tira aquela foto linda e casual para atualizar o perfil do <a href="http://facebook.com" target="_blank">facebook</a>. E por falar no face, é hora de deletar 60% dos contatos da sua lista, especialmente aqueles que nunca interagiram, os invejosos, os que nos marcam em cartões de Natal e os outros tantos para o quais você postou uma série de indiretas.</p>
<p>Tempo dos picos de natalidade e mortalidade na rede. Nunca morrem tantos blogs num só mês como acontece em dezembro. Nunca surgem tantos blogueiros como se vê em janeiro. O início do ano parece o momento ideal para qualquer um revelar sua vocação para a escrita que os amigos insistem tanto em elogiar. Então você cria seu blog e depois de 3 comentários na primeira semana, e algumas visitas esporádicas naquele texto que você falou mal do novo clipe da Lady Gaga e uma enxurrada de fãs vieram te esculhambar nos comentários dizendo coisas do tipo “Quem é você pra falar mal dela?”, também vai descobrir que recebeu algumas visitas do carinha que digitou “sexo com frutas” no Google e caiu no seu post sobre uma receita de torta de maçã. Você verá sua motivação cair no limbo dos blogs abandonados e que serão assassinados sem dó nem piedade&#8230; em dezembro.</p>
<p>Se o seu blog sobreviveu ao primeiro ano, em 2012 você vai querer ter o seu domínio próprio.</p>
<p>Para os mais atrevidos, final de ano é o momento de tomar coragem e arrumar a bagunça&#8230; do seu quarto? Claro que não. Eu me refiro ao seu computador! Tempo de organizar as centenas de arquivos perdidos em pastas com nomes toscos. Tempo de redescobrir fotos do churrasco com seus amigos pelados dentro da piscina e da pasta “Meus documentos”. Nela encontrará também um trabalho perdido de História do terceiro ano, episódios de séries que você baixou por puro capricho e nunca assistiu e, claro, fotos de você beijando quem não devia e tudo mais que pode comprometer a sua sexualidade.</p>
<p>Para os nerds, que já passaram o fim do ano passado organizando as pastinhas, eles reorganizarão tudo de novo, dessa vez padronizando os nomes de cada documento. Ao invés de “Nome do arquivo – Subtítulo” (tudo em Maiúsculo) vão achar mil vezes melhor “subtítulo_nome do arquivo” com tudo em minúsculo.</p>
<p>Tempo de decidir, de uma vez por todas, se vale a pena ou não, ficar guardando as fotos de viagens com o ex-namorado.</p>
<p>Nos tempos modernos, a chegada do ano novo faz você desinstalar programas não usados e com datas expiradas. E vai fazê-lo pensar no tão adiado backup dos arquivos de trabalho, das fotos e de todas as MP3.</p>
<p>E vamos brigar com o melhor amigo que caga toda a nossa faxina virtual quando salva arquivos na área de trabalho ou infecta seu computador com vírus porque ele clicou em algum aplicativo do <a href="http://www.orkut.com" target="_blank">Orkut</a>. Na verdade, você avalia se vale a pena mesmo manter qualquer tipo de relação mais íntima com quem ainda frequenta o Orkut.</p>
<p>Vai prometer responder todos os e-mails imediatamente, assim que chegarem na sua caixa de entrada.</p>
<p>E primeiro de janeiro será oficializado como o dia mundial do novo papel de parede.</p>
<p>Vai tentar ficar um pouco menos conectado ano que vem. Não passar tantas horas do seu dia em frente ao computador, trocando a paisagem real pelo álbum de fotos dos outros no<a href="http://www.flickr.com/" target="_blank"> flickr</a> ou <a href="http://instagr.am/" target="_blank">instagram</a>. Tentará ouvir o canto dos passarinhos azuis de verdade e menos o blablablá do <a href="http://www.twitter.com" target="_blank">twitter</a>.</p>
<p>E se depois disso tudo, ainda descobrir que esqueceu de organizar os seus “Favoritos”, relaxe. Afinal, uma coisa nunca vai mudar no ser humano: a nossa capacidade de não-cumprir nenhuma das nossas promessas de final de ano.</p>
<p>Feliz Natal e 2012!</p>
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		<title>O plágio na web</title>
		<link>http://felipebarenco.com.br/2011/12/o-plagio-na-web/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 16:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Você que preza pelo direito autoral, perdoe-me por escrever um post tão desagradável. Que a maioria das pessoas na internet copie o conteúdo sem dar os devidos créditos é triste e compreensível porque tem muita gente sem noção. Agora, quando isso parte da classe artística eu não aceito de jeito nenhum. Quem deveria prezar pelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Você que preza pelo direito autoral, perdoe-me por escrever um post tão desagradável.</em></p>
<p>Que a maioria das pessoas na internet copie o conteúdo sem dar os devidos créditos é triste e compreensível porque tem muita gente sem noção. Agora, quando isso parte da classe artística eu não aceito de jeito nenhum. Quem deveria prezar pelos direitos autorais e fica publicando frases com aspas sem citar autor ou então chupa frases dos outros como se fossem suas&#8230; ISSO É PLÁGIO!</p>
<p>Quem pega uma frase de Shakespeare, copia e cola no seu mural e simplesmente omite a referência, nos faz crer que é autor do texto. Igualmente quando faz com a música. Não importa se &#8220;Mentiras sinceras me interessam&#8221; é um ícone do Cazuza. Ele precisa ser citado. Sabe por quê? Porque é uma forma do artista preservar a memória do próprio artista.</p>
<p>De onde tiraram que isso é correto? Quando a gente copia uma imagem na web, por exemplo, ela também tem autor. Um fotógrafo, um ilustrador trabalhou ali. Mas esses sites de piadinhas toscas da web, por exemplo, ajudam a disseminar o plágio como uma prática natural. Ou então blogueiros que chupam o conteúdo de outros sites e revistas e fazem se passar por jornalistas.</p>
<p>A internet não é um terreno sem dono. E ela infelizmente é habitada por muita gente sem educação. Já plagiaram o <a href="http://www.dramadiario.com" target="_blank">Drama Diário</a>, já roubaram textos deste blog e agora copiam o conteúdo da <a href="http://www.twitter.com/donaheliodora" target="_blank">Dona Heliodora </a>na cara de pau. Andamos tão medíocres e desesperados para sermos inteligentes e engraçados que o sinônimo de sucesso na web é medido pela incompetência de quem reproduz o conteúdo dos outros como se fosse seu. Reclamam tanto que os meios de comunicação não dão voz para a massa&#8230; e no entanto a voz da massa é apenas um coral de papagaios que tem preguiça de criar.</p>
<div id="tweetbutton559" class="tw_button" style=""><a href="http://twitter.com/share?url=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F%3Fp%3D559&amp;via=felipebarenco&amp;text=O%20pl%C3%A1gio%20na%20web&amp;related=felipebarenco&amp;lang=en&amp;count=horizontal&amp;counturl=http%3A%2F%2Ffelipebarenco.com.br%2F2011%2F12%2Fo-plagio-na-web%2F" class="twitter-share-button"  style="width:55px;height:22px;background:transparent url('http://felipebarenco.com.br/wp-content/plugins/wp-tweet-button/tweetn.png') no-repeat  0 0;text-align:left;text-indent:-9999px;display:block;">Tweet</a></div>]]></content:encoded>
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		<title>Belo Monte e a publicidade que agride</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 17:56:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Felipe Barenco</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crítica]]></category>

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		<description><![CDATA[Até agora eu não consegui me posicionar contra ou a favor da construção da usina de Belo Monte. E sabe porquê? Porque eu me sinto agredido pela campanha publicitária do movimento Gota D´água; me sinto ofendido pela capa da Veja que rotula artistas como ecochatos. Eu não assino porque estou paralisado, me achando um completo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Até agora eu não consegui me posicionar contra ou a favor da construção da usina de Belo Monte. E sabe porquê? Porque eu me sinto agredido pela campanha publicitária do movimento <em>Gota D´água;</em> me sinto ofendido pela capa da <em>Veja</em> que rotula artistas como <em>ecochatos</em>. Eu não assino porque estou paralisado, me achando um completo idiota. Um bobo.</p>
<p>Leia com atenção, desarme-se.</p>
<p>Eu não estou julgando ou falando mal de quem assinou. Para escrever este texto, acredite, eu procurei escolher as palavras para não ofender ninguém. Não estou atacando amigos que emprestaram sua imagem à campanha. Eu tenho certeza que por trás do discurso, existe o desejo legítimo do bem. O desejo de um país contra a injustiça, a exploração e a favor de causas ambientalistas que devem sempre ser dignas de profundo respeito e atenção. Ninguém, com boa índole, será a favor do desmatamento e do massacre de comunidades indígenas.</p>
<p>O que me agride é a publicidade, é o jogo maniqueísta e tendencioso que nos leva a agir sem pensar, que usa uma estratégia covarde para convencer o internauta a assinar algo que ele desconhece profundamente e tomar partido de uma questão tão complexa sem ao menos se informar.</p>
<p>No <a href="http://movimentogotadagua.com.br/projeto" target="_blank">site do movimento Gota D´Água </a>lemos que a campanha &#8220;surgiu da necessidade de transformar indignação em ação.&#8221;</p>
<p>A minha pergunta é: indignação de quem?</p>
<p>O <em>Movimento Gota D´Água</em> partiu de uma premissa perigosa: que absolutamente todos nós compartilhamos da mesma opinião e que todos estamos indignados com a construção de Belo Monte. No entanto, 80% das pessoas sequer sabiam que o projeto Belo Monte existia.</p>
<p>Só que para nos convencer disso, a estratégia publicitária do movimento não foi ingênua. É claro que se o assunto fosse tratado por especialistas anônimos, ele seria apenas chato e desinteressante. E permaneceria no vazio que esteve durante todos esses anos. Então, como transformar uma questão político-ambiental tão importante e necessária numa espécie de viral? O Gota D´Água é um viral. Quando nos diz &#8220;Encaminhe para 10 amigos&#8221;, isso quer dizer &#8220;viralize! Porém, a construção de Belo Monte, seja você contra ou a favor, não é um vídeo do <em>Youtube</em> engraçadíssimo que nós compartilhamos com os amigos por puro entretenimento.</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/kAAdXrdXSpM" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Para tornar o vídeo que trata da construção de uma usina hidrelétrica numa bomba de divulgação instantânea e espontânea, a jogada foi pesada e nada inocente. Mobilizando a classe artística &#8211; pessoas com notório apelo popular, talentosos e respeitados profissionalmente, formadores de opinião conhecidos por toda a massa &#8211; o tiro foi certeiro.</p>
<p>Da maneira como foi criada, a campanha ainda confunde e passa outra mensagem nas entrelinhas: que é um movimento defendido pela <em>Rede Globo</em>. Ou você vê algum artista de outra emissora ali? Alguém da música, do cinema, da literatura? Eu mesmo, quando assisti pela primeira vez, fui levado a crer que era um movimento da emissora. Não sendo, o que justifica a escolha dessas pessoas? Eis um mistério.</p>
<p>É importante lembrar que boa fatia dos internautas é formada por jovens, a maioria entre 14 e 30 anos. Uma campanha que põe em questão um assunto tão complexo não pode se orgulhar de colher milhares de assinaturas em tempo recorde. Não se trata de uma eliminação do <em>BBB</em> ou de um prêmio da música. Quem assinou por impulso se informou?</p>
<p>Para assinar, tem que pensar.</p>
<p>Será que os jovens, aqueles mesmos levados pela admiração e credibilidade que seu ídolo transmite &#8211; &#8220;afinal, meu ídolo não vai me enganar&#8221; &#8211; repassou o abaixo assinado para seus 10 amigos e realmente se perguntou o que é que estava acontecendo? Sérá que é correto se aproveitar desse poder de persuasão?</p>
<p>É claro que é uma situação completamente diferente, mas sempre lembro da Regina Duarte entrando em rede nacional para nos dizer que tinha medo do Lula no poder. É a mesma estratégia publicitária: coloque alguém conhecido da massa como seu porta voz e convença as pessoas pela emoção e não pela razão. Não estou dizendo que é um erro se posicionar nem que os atores do vídeo são fantoches de ninguém &#8211; artista ou não, qualquer um tem o direito de defender sua opinião. E repito: tenho certeza que todos foram motivados pelas melhores intenções. E não é justo serem massacrados por isso.</p>
<p>O que me agride é a publicidade com cara de inocente.</p>
<p>Em poucos dias, eu acompanhei metade da minha lista do facebook compartilhando o mesmo vídeo, com defesas inflamadas. E todos assinando, a favor. Sempre a favor. Amigos da classe artística &#8211; atores e diretores &#8211; todos inteligentes e por quem tenho profundo respeito e admiração. E fiquei assustado como todos defendiam com unhas e dentes um vídeo que eu ainda tinha dificuldade de entender sobre o que estava falando. Seria eu, burro?</p>
<p>E eu me senti mal, um completo idiota por desconfiar do conteúdo daquele vídeo defendido por gente tão respeitada&#8230; mas eu também não queria me sentir culpado pelo simples direito que eu tenho, como cidadão, de questionar e criticar a informação que é transmitida.</p>
<p>A internet é um veículo poderoso. Foi através dela que grandes campanhas e manifestações foram erguidas, como o projeto <em>Ficha Limpa</em>. Mas peraí, alguém aí é contra o <em>Ficha Limpa</em>? A luta contra a corrupção é uma questão que exige debate profundo da sociedade? Me parece que não. <em>Ficha Limpa</em> é o tipo de abaixo assinado que nos é permitido assinar sem pensar muito, porque a desonestidade política é um mal que nos afeta em todas as instâncias.</p>
<p>Nunca me pareceu que o maior objetivo do <em>Movimento Gota D´Águ</em>a foi incentivar o internauta a se informar. Ele queria apenas uma assinatura, um número para contabilizar. Num tom que me soou até com certa arrogância, o subtexto parecia me dizer: &#8220;Eu sei das coisas e estou dizendo o que você deve fazer&#8221;. Em nenhum momento o vídeo nos apresenta fatos concretos, dados, detalhes.</p>
<p>Semanas depois, surgiu uma resposta ao vídeo do movimento, feito por alunos de engenharia da Unicamp. O meu sentimento foi de alívio, porque me senti menos sozinho e culpado por desconfiar daquilo que queriam me convencer a todo custo e me empurrar goela abaixo quase com o slogan &#8220;Não pense, assine.&#8221;</p>
<p><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/gVC_Y9drhGo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Quem procurou se informar deve ter se perdido na infinidade de links, sites e artigos com dados, tabelas e opiniões diversas e desencontradas. Se você quer ser a favor ou contra, tem muitos discursos aos quais se apegar. Se você quer se confundir, também. Tomei a minha decisão? Não. Sou burro e ignorante? Talvez. Não tenho capacidade de entender a complexidade que envolve a construção da usina de Belo Monte? É, assumo que não tenho.</p>
<p>Será que estou sozinho? E será mesmo que as defesas contra ou a favor, tão calorosas e apaixonadas, tem mesmo sua razão de ser? Será que o grande mérito do <em>Gota D Água</em> e a verdadeira e única preocupação que eles (organizadores) deveriam ter tomado desde o príncipio não era &#8220;apenas&#8221; nos chamar a atenção para este assunto e obrigar o governo a se pronunciar e nos dar esclarecimentos com detalhes sobre esse projeto?</p>
<p>É essa publicidade tendenciosa e maniqueísta que me assusta. Pois eu me considero um cara inteligente, crítico, esperto. Se no meio de todo esse furacão entre &#8220;Sim&#8221; e &#8220;Não&#8221; eu estou perdido e não consigo me posicionar, o que de fato se passa no íntimo das pessoas que assinaram e agora são bombardeadas pelos contra argumentos? Não estou falando que todo mundo que assinou se arrependeu. Se você o fez de forma consciente, ótimo.</p>
<p>Para quem assinou por impulso e agora tem a possibilidade de rever as questões e se aprofundar um pouco mais, o vídeo do <em>Movimento Gota D´Água </em>foi uma grande pegadinha. <strong>E é sobre esta pegadinha que eu quero chamar a atenção e nos livrar. Não vamos  permitir que isso aconteça novamente. Não deixemos nos levar pela emoção e assinar um abaixo assinado sem buscar informação. Afinal, assim como não aceitar doce de estranhos, sempre foi uma regra básica de sobrevivência nunca assinar qualquer contrato sem ler.</strong></p>
<p><a href="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/capa1n_veja1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-516" title="capa1n_veja" src="http://felipebarenco.com.br/wp-content/uploads/2011/12/capa1n_veja1-228x300.jpg" alt="" width="228" height="300" /></a>Eu me sinto agredido pela capa da <em>Veja</em> essa semana que trata do assunto com deboche e transforma a questão numa disputa entre estudantes e artistas. É esse o nível da discussão que queremos chegar? É a revista <em>Veja</em> tratando a classe artística verdadeiramente preocupada com as questões ambientais como <em>ecochatos</em>?</p>
<p>Onde está o respeito da imprensa pelos seus cidadãos? Será que ficaremos eternamente na mão dos veículos de comunicação, reproduzindo ideias e opiniões prontas sem que nos seja permitido refletir, sem que nos incentivem o direito de pensar? Belo Monte é uma questão tão boba a ponto de ficarmos divididos entre universitários e atores?</p>
<p>Ou será que no fundo não estamos todos unidos e preocupados com um país melhor? E longe de estarmos divididos entre o bem e o mal, não estamos demonstrando, todos nós, uma enorme carência por voz e preocupação com o futuro do Brasil?</p>
<p>Eu pertenço ao grupo &#8220;Peixes fora d´água&#8221;. Esses, claro, agonizantes e sem ar.</p>
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