Ainda sobre as promessas
A primeira semana de 2012 chegou ao fim. Em poucos dias já podemos perceber o tamanho do esforço e da disciplina que algumas das nossas promessas exigirão a longo prazo caso não queiramos abrir mão de muitas delas já… nesta segunda-feira. No meu caso, por exemplo, eu decidi cortar o refrigerante e o facebook. Está fácil? Claro que não. A vontade de tomar uma Coca-Cola bem gelada à noite é um episódio de terror, além de sofrer com o impulso de querer abrir o facebook toda hora para constatar porra nenhuma. Quer dizer, você constata o óbvio: que nós podemos dedicar nossa atenção para algumas outras coisas bem mais divertidas.
Em 2012 eu me prometi beber mais água. Muito mais. Um litro de água por dia e o resultado tem sido ir ao banheiro de 10 em 10 minutos. Não me parece muito legal. Fazer abdominais. Na primeira semana de janeiro só consigo 40 por dia, é mole? Sei lá, acho que tem uns 10 anos que não faço nenhum exercício abdominal. Além de comer.
Bem, se ao final de 2012 eu tiver bebido 1 litro de água e feito 40 abdominais e não ter ingerido um gole sequer de refrigerante… acho que vou me sentir uma pessoa melhor. Capaz de estabelecer metas um pouco mais ousadas para 2013 e o mais importante, capaz de cumprí-las.
Estou baixando séries. Muitas. Criei uma pasta onde salvo o episódio piloto de todos os grandes seriados para servir de inspiração e estudo. Viciado em Will & Grace, Desperate Hosewives, The Walking Dead, Game of Thrones. Estou escrevendo o roteiro-piloto de Edifício 256, o meu blognovela que vai virar série na MTV esse ano. Estou dormindo cedo e acordando cedo. Quer dizer, estou dormindo cedo, acordando 04h da manhã sem sono algum e lutando durante o dia para não dormir. Mudar os maus hábitos é uma tarefa árdua.
Escrever todos os dias, ler todos os dias. Essa é a meta mais importante do ano.
E também tô estudando espanhol por conta própria. Para isso, peguei o livro de contos Vagamundo y otros relatos do Eduardo Galeano e estou fazendo a tradução. O processo é o seguinte: eu pego um conto, leio e traduzo. Depois pego meu próprio arquivo com o texto em português e o re-escrevo todo para o espanhol de novo. Daí comparo o meu espanhol com o original e percebo o monte de merda que escrevi. Insano? Sei lá, mas está funcionando. Eu não tenho muito saco para ficar estudando o vocabulário, verbos, etc sem um contexto.
Quero visitar o Uruguai esse ano. Quero estar afinado na língua.
E a Meryl Streep como Clarice Lispector nos cinemas, hein? Demais!
E todo esse bafafá com o Michel Teló na capa da Época. Resumindo: não me senti agredido como um monte de gente. Achei muito pior o deboche da Veja com os ecochatos.
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